(38) P A R Á B O L A A FESTA DE CASAMENTO
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(38) PARÁBOLA A FESTA DE CASAMENTO
(ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA)
A ilustração do banquete de casamento
(1) Jesus lhes falou novamente por parábolas, dizendo:
(2) "O Reino dos céus é como um rei que preparou um banquete de casamento para seu filho.
(3) Enviou seus servos aos que tinham sido convidados para o banquete, dizendo-lhes que viessem; mas eles não quiseram vir.
(4) "De novo enviou outros servos e disse: 'Digam aos que foram convidados que preparei meu banquete: meus bois e meus novilhos gordos foram abatidos, e tudo está preparado. Venham para o banquete de casamento!'
(5) "Mas eles não lhes deram atenção e saíram, um para o seu campo, outro para os seus negócios.
(6) Os restantes, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram.
(7) O rei ficou irado e, enviando o seu exército, destruiu aqueles assassinos e queimou a cidade deles.
(8) "Então disse a seus servos: 'O banquete de casamento está pronto, mas os meus convidados não eram dignos.
(9) Vão às esquinas e convidem para o banquete todos os que vocês encontrarem'.
(10) Então os servos saíram para as ruas e reuniram todas as pessoas que puderam encontrar, gente boa e gente má, e a sala do banquete de casamento ficou cheia de convidados.
(11) "Mas, quando o rei entrou para ver os convidados, notou ali um homem que não estava usando veste nupcial.
(12) E lhe perguntou: 'Amigo, como você entrou aqui sem veste nupcial?' O homem emudeceu.
(13) "Então o rei disse aos que serviam: 'Amarrem-lhe as mãos e os pés, e lancem-no para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes'.
(14) "Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".
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PARÁBOLA DAS BODAS
Nesta parábola, Cristo trata da transferência do reino de Deus do povo judeu a outros povos, na qual, os "convidados" representam o povo judeu, e os servos - os apóstolos e pregadores da fé cristã. Da mesma maneira que os "convidados" não quiseram entrar no reino de Deus, a propagação da fé fora transferida "na encruzilhada" - a outros povos. Possivelmente, alguns destes povos não possuíam qualidades religiosas tão elevadas, contudo, manifestaram grande devoção nos serviços a Deus.
"O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico; e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." (Mateus 22.2-14).
Esta parábola não exige explicações especiais. Como sabemos a partir da história, o reino de Deus (Igreja) passou dos judeus aos povos pagãos, difundiu-se com êxito entre os povos do antigo império Romano, e iluminou-se na plêiade infinita dos fiéis a Deus.
O final da parábola dos convidados para as bodas, onde menciona-se o homem que não estava trajado com vestido de núpcias, parece um pouco obscuro. Para compreender esta passagem, deve-se conhecer os hábitos daquela época. Naqueles tempos, os reis, ao convidarem pessoas a uma festa, por exemplo, para uma festa de casamento de um filho do rei, ofertavam-lhes vestes próprias para que todos estivessem trajados de maneira limpa e bela durante o festejo. Mas, de acordo com a parábola, um dos convidados rejeitou o traje real, dando preferência às próprias vestes. Conforme se observa, ele fez isto por orgulho, considerando suas roupas melhores que as reais. Ao rejeitar as vestes reais, ele conturbou o bom andamento da festa e magoou o rei. Devido ao seu orgulho, foi enxotado da festa para as "trevas externas." Nas Escrituras Sagradas, as vestes simbolizavam o estado da consciência. Roupas claras, brancas, simbolizam a pureza e retidão da alma, que são ofertadas como dádivas de Deus, por sua misericórdia. O homem que rejeitou as vestes reais representa os cristãos orgulhosos que rejeitam a bem-aventurança e a consagração de Deus, ofertadas nos mistérios bem-aventurados da Igreja. A estes "fiéis" jactanciosos podemos comparar os modernos sectários que rejeitam a confissão, a comunhão, e outros meios bem-aventurados oferecidos por Cristo para a salvação das pessoas. Considerando-se santos, os sectários depreciam a importância da quaresma cristã, do celibato voluntário, da vida monástica, etc., apesar das Sagradas Escrituras ressaltarem estes feitos. Estes fiéis imaginários, como escreveu o apóstolo Paulo,
"tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Timóteo 3.5). Pois a força da piedade não está no exterior, e sim nos feitos pessoais.